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Portrait of the New American Insurgent

26 jul

Dispa-se de preconceitos meus caros amigos. Esqueçam cantores como 50 Cent, Snoop Dogg, Eminem, e todos esses “artistas” cujas canções e clipes não mostram outra coisa senão mulheres semi-nuas rebolando ou homens no estilo “Mamãe, quero ir para a cadeia”.

O grupo que agora lhes apresento é uma banda alternativa norte-americana que mescla características do rock e do jazz, tem o rap como elemento principal e contam até com uma garota que toca viola clássica e um trompetista. As rimas rápidas (características do rap) dos MC’s James Laurie (Jonny 5) e Brer Rabbit dividem espaço com os suaves acordes da viola de Mackenzie Roberts, para dar origem ao som tão característico dos “Flobots”. Além destes músicos, o grupo conta ainda com o talento de Jesse Walker (baixista), Andy Guerrero (guitarrista), Joe Ferrone (trompetista) e Kenny Ortiz (baterista). É diferente de tudo que você já viu ou ouviu.

Conheci essa banda por puro acaso quando, conversando com um amigo, este me perguntou que tipo de música eu gostava. Eu listei uma infinidade de tipos musicais, e ele preferiu me perguntar que tipo de música eu não gostava. Ao que respondi que não tinha muita afinidade com o rap. Disse-me ele então que mudaria meu modo de pensar. Eu cheguei a imaginar que ele usaria de hipnose, pois eu achava que esse era o único modo de alguém me fazer gostar daquele estilo musical. Mas simplesmente me mostrou o videoclip do primeiro “single” do grupo, “Handlebars”. Sim, eu estava hipnotizado, não pelo meu amigo, mas pela própria banda. Eu havia esquecido que artistas do rap não se comportavam necessariamente da mesma forma que cantores de hip-hop.  Aliás, rap e hip-hop são estilos bastante diferentes, apesar do hábito que temos de igualá-los. Na verdade, assistir aquele vídeo me lembrou que a verdadeira essência do rap está justamente na insatisfação, na revolta, no protesto. E recentemente, muitas bandas têm resgatado esse antigo espírito tão característico do tipo musical em questão, a exemplo, além dos Flobots, do grupo Rage Against the Machine.

Iniciei uma árdua busca pelos álbuns do grupo e, após semanas, quando estava quase desistindo, encontrei-os. Após ouvi-los (acompanhando as letras), constatei que não era apenas a sua singularidade musical e o modo fantástico como eles mesclavam diversos estilos diferentes que os faziam tão bons. Os temas abordados por suas canções giram em torno da necessidade de “mudança” – mudança política, mudança econômica, mudança de consciência etc. Cada frase, cada palavra, cada letra está encharcada de críticas, de protestos, de manifestos. Constituem-se de pensamentos revolucionários. São mestres da ironia e do sarcasmo. Eles evidenciam os erros sociais dos quais temos consciência, ao mesmo tempo em que demonstram sua insatisfação perante a nossa egoísta indiferença. É justamente por esse motivo que eles nos convidam a tomar parte nessa “pacífica” luta por uma sociedade mais justa, pregando a união e a educação como as maiores armas.

Para os interessados, alguns links úteis:

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Bom Proveito!