Intelligent girls are more depressed…

25 jul


Ela possui canções cujo pessimismo ultrapassa o de qualquer ultra-romântico. O suicídio e o assassinato são alguns dos temas mais constantemente abordados em sua obra. Sua maquiagem quase chega a ser tão excêntrica quanto a de Marilyn Manson. De quem eu estou falando? Ninguém mais, ninguém menos do que o poço de genialidade de cabelo cor de rosa, Emilie Autumn.

A garota – que começou a tocar violino aos quatro anos e freqüentou conservatórios por todo o mundo, estudando como musicista, regente, compositora e historiadora musical – nasceu em Malibu, Califórnia, ao dia 22 de setembro de 1979. E hoje, aos 30 anos, é a princesa do estilo denominado Victorian Industrial.

Quando digo que a moça é um poço de genialidade, não estou exagerando. Além do vasto talento musical – pois, além das graduações musicais acima citadas, ela toca viola, viola “de gamba”, piano, espineta, e violino, é claro – a moça também é poeta e admiradora assumida da literatura feminista de Shakespeare. Até já se arriscou como atriz, ao fazer uma participação num videoclipe da banda alemã Die Warzau, na qual mostra também seus dotes físicos.

Seu primeiro contrato com uma gravadora veio aos 17 anos, com o lançamento do álbum On a Day…, puramente instrumental. Porém, ganhou mais popularidade quando, aderindo ao estilo “fada” e se utilizando de elementos da cultura celta, lançou Enchant, aos 22 anos. Não é o primeiro álbum no qual Emilie canta. Porém, os três anteriores, dois dos quais continham tanto músicas instrumentais quanto cantadas, apresentavam a mesma linha cultural e estilística da Idade Média ou do Período Barroco, dos quais a cantora também é adepta. Na Era Enchant, a “Fada” interpretada por Autumn, com sua lírica voz, conta histórias de chamados vindos do céu e torres escaladas pelas tranças duma donzela.

Entretanto, a fama a nível mundial só se deu com o lançamento do álbum Opheliac, de 2006, devido ao qual a cantora ficou conhecida de uma vez por todas como princesa do “Victorian Industrial”, além de dar à sua música e  ao seu estilo uma leva de novos desígnios: Dark Cabaret, Synth Pop, Dark Wave etc. A partir de então, Emilie larga as asas de borboleta, deixa o cabelo lilás para trás e passa a aderir ao estilo vitoriano, mais especificanebte “Gothic Lolita” (vertente estilística surgida das vitrines de Harajuku e nome de uma de suas canções), com babados, tranças e laços, contrastando com forte maquiagem e pesados coturnos. Deixando um pouco de lado o lirismo, sua voz passa a acompanhar arranjos pesados e letras mais pessimistas e viscerais.

Até o momento, Autumn não veio ao Brasil, apesar de ter uma quantidade considerável de fãs por aqui. Mas há boatos de que vir ao nosso país está entre seus planos. Só não se sabe quando. Até lá, nos resta continuar ouvindo os oito álbuns da cantora, dentre os quais um é dedicado apenas a declamação de suas poesias (Your Sugar Sits Untouched), e os quatro EP’s, dos quais o último apresenta regravações de sucessos como Girls Just Want to Have Fun, de Cyndi Lauper, e Bohemian Rhapsody, do Queen.

Para os apreciadores da boa música, abaixo alguns links úteis.

Site Oficial . Biografia (Inglês) . Biografia (Português) . Fã-Site Americano . Twitter . MySpace . Comunidade (Orkut) . Grupo (Facebook)


Bom Proveito!

*O título deste texto é um verso extraído da canção de nome Opheliac, do álbum homônimo. A frase completa seria: “Studies show: Intelligent girls are more depressed, because they know how the world is really like”.

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